Esquema de lavagem de dinheiro de facção é alvo da Polícia Civil no RS

A Polícia Civil deflagrou no começo da manhã desta terça-feira a operação Astúcia com o objetivo de combater a lavagem de dinheiro realizada por uma organização criminosa com grande poder econômico que atua no Rio Grande do Sul. A ação, coordenada pela Delegacia de Repressão à Lavagem de Dinheiro (DRLD) do Gabinete de Inteligência e Assuntos Estratégicos (GIE), ocorre em Porto Alegre, Lajeado, Estrela, Santa Cruz do Sul, Venâncio Aires, Novo Hamburgo, Campo Bom e Osório. Mais de 120 agentes foram mobilizados.

Titular da DRLD, o delegado Filipe Bringhenti explicou que a intenção é “congelar” o patrimônio de uma célula da facção criminosa, comandado por um dos líderes, além de ampliar as provas através do esclarecimento da participação de cada investigado. “Ao todo, 120 pessoas físicas e jurídicas têm participação apurada”, revelou. Segundo ele, as investigações já duram um ano e possibilitaram que a Justiça deferisse mais de 200 ordens judiciais. Entre as medidas constritivas patrimoniais deferidas, cerca de R$ 9 milhões foram indisponibilizados entre imóveis e veículos para promover a efetiva descapitalização da organização criminosa.

Conforme o delegado Filipe Bringhenti, o trabalho investigativo identificou ainda a atuação ativa de exploradores do jogo do bicho no financiamento da facção. Houve a constatação do fornecimento de dinheiro para a compra de armas, além da parceria comercial nos estabelecimentos em que o jogo de azar é explorado para que a facção diversificasse seu faturamento. “Aqui, a aparente baixa lesividade dessa atividade deu lugar à atuação em prol do crime organizado faccionado, financiando o incremento do poder bélico dos criminosos investigados”, observou. A investigação, lembrou, teve importante contribuição da Delegacia de Polícia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Santa Cruz do Sul.
Foto: Polícia Civil / CP
Por
Correio do Povo

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