Desemprego recua em 10 capitais e atinge 12% da população

Conforme o último levantamento PNAD Contínua, realizada pelo Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia (IBGE), a taxa de desocupação do País foi de 12% no 2º trimestre deste ano, caindo 0,7 ponto percentual frente ao primeiro trimestre, quando a taxa era de 12,7% de desemprego. Já em relação ao mesmo período do ano passado, houve diminuição de 0,4 ponto percentual. A população negra desempregada no País, é maior que a média nacional e chega a 14%. Em relação aos pardos, 14,5%. Os números foram divulgados nesta quinta.

A pesquisa indica que o desemprego recuou em 10 estados, na comparação com o primeiro trimestre. O Rio Grande do Sul tem a terceira menor taxa do País: 8,2% das pessoas estão sem trabalho. No entanto, na contramão do restante do Brasil, teve alta em relação aos três primeiros meses do ano, quando a taxa de desemprego era de 8%.

Santa Catarina e Rondônia registram os menores índices, 6% e 6,7%, respectivamente. As maiores taxas de desocupação foram observadas na Bahia com 17,3%, Amapá, onde 16,9% da população economicamente ativa não tem emprego, e Pernambuco, onde a taxa é de 16%.

Em São Paulo, o desemprego recuou de 13,5% no primeiro trimestre para 12,8% no segundo trimestre do ano. “A proporção de pessoas à procura de trabalho em períodos mais curtos está diminuindo, mas tem crescido nos mais longos”, destacou por meio de nota a analista do IBGE Adriana Beringuy. Os dados divulgados nesta quinta-feira mostram que 26,2% dos desempregados procuram trabalho há no mínimo dois anos.

Já a taxa de de subutilização da força de trabalho no 2º trimestre de 2019, foi de 24,8%. O índice leva em conta percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação a força de trabalho ampliada. Piauí, Maranhão e Bahia apresentam as maiores taxas de subutilização, todas acima de 40%.

O número de desalentados no 2º trimestre chegou a 4,9 milhões de pessoas de 14 anos ou mais. Os maiores contingentes estavam na Bahia (766 mil pessoas) e no Maranhão (588 mil) e os menores no Amapá (13 mil) e em Rondônia (15 mil). O percentual de pessoas desalentadas em relação à população na força de trabalho no período foi de 4,4%, mantendo o recorde da série histórica.

O percentual de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado do país era de 74,3%. Os maiores percentuais estavam em Santa Catarina (87,6%), Rio Grande do Sul (83,3%) e Paraná (81,4%). Já os menores estão na região Norte do País. No Maranhão, somente 50,3% tinha carteira assinada e no Piauí, 52%.
Fonte:Correio do Povo

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