Criminosos gaúchos providenciam documentos falsos em Santa Catarina

A Polícia Civil de Santa Catarina descobriu que carteiras de identidade com dados falsos estavam sendo confeccionadas para criminosos gaúchos, principalmente foragidos e integrantes de facções junto ao Instituto Geral de Perícias de Palhoça, na Grande Florianópolis. A investigação foi iniciada em janeiro deste ano pela DP de Sombrio, sob comando do delegado Luis Otávio Pohlmann, que repassou detalhes na manhã desta sexta-feira à reportagem do Correio do Povo.

Segundo Pohlmann, três criminosos gaúchos foram presos em uma operação deflagrada nessa quinta-feira em Sombrio e Balneário Gaivota. Além de vários documentos falsificados, os agentes apreenderam também uma pistola calibre 9 milímetros com 56 cartuchos de munição, cerca de R$ 9 mil em dinheiro, impressora, celulares, relógios, pen drives e notebook, além de dois veículos de luxo, sendo um BMW X1 e um Hyundai Elantra, entre outros, durante cumprimento de mandados judiciais. “Todo o material será analisado e periciado”, afirmou, acrescentando que a identificação das facções ainda é realizada.

De acordo com o delegado Pohlmann, o trio gaúcho preso atuava na região havia cerca de seis meses. Cada carteira de identidade confeccionada custava em torno de R$ 5 mil ao interessado. “Atendiam qualquer bandido”, observou. Ele não descartava, porém, que criminosos catarinenses também vinham sendo beneficiados. Os documentos, encaminhados através do IGP de Palhoça, eram verdadeiros e oficiais, mas traziam dados inseridos a partir de falsas certidões de nascimento.

Sobre os três criminosos detidos, o titular da DP de Sombrio explicou que tratam-se de um homem e de um casal. Um dos presos possui inclusive 31 anos de pena a cumprir por homicídios e encontrava-se foragido desde fevereiro deste ano do Presídio Estadual de Cruz Alta, no Rio Grande do Sul. Encaminhado ao Presídio Regional de Araranguá, o trio será indiciado agora por organização criminosa, uso de documento falso e posse ilegal de arma restrito. A ação teve apoio do Setor de Operações da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de SC. O trabalho investigativo não apontou, por enquanto, o envolvimento de algum servidor público no esquema.
Fonte:Correio do Povo

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