Acusado de matar padre e balear esposa em Tapera vai a julgamento nesta quarta-feira

O homem que invadiu a casa paroquial e atirou na esposa dele e no Padre Eduardo Pegoraro, em Tapera, por desconfiar que os dois mantinham um relacionamento amoroso, irá a Júri nesta quarta-feira,24. O julgamento ocorrerá no salão da Câmara Municipal de Vereadores e será presidido pelo Juiz de Direito Márcio César Sfredo.

Jairo Paulinho Kolling foi pronunciado por homicídio consumado, duplamente qualificado (motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima) e por homicídio tentado, triplamente qualificado (motivo fútil, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e por ter sido cometido contra mulher em razão do sexo feminino).

Não estão previstas oitivas de testemunhas. Patrícia Kolling que, na ocasião, foi atingida por disparos nas costas, será ouvida em juízo. O réu também será interrogado.

O Caso

A denúncia do Ministério Público aponta que o crime foi praticado por ciúmes e vingança. Na manhã de 22 de maio de 2015, Jairo foi à casa paroquial da Paróquia Nossa Senhora Rosário da Pompéia, acompanhado da esposa Patricia Kolling, para cobrar do Padre Eduardo Pegoraro que ele havia mandado uma mensagem para o celular da mulher dele. De acordo com o MP, a mensagem continha um convite para conversar sobre os horários da aula de violão dos seminaristas (Patricia lecionava aulas de violão para os seminaristas). Ao final da mensagem, despedia-se com saudação usual: “um grande abraço e um beijo”. O réu deduziu que as vítimas teriam um “relacionamento amoroso”.

O Padre foi atingido por dois disparos no peito e morreu no local. Já Patricia foi atingida nas costas. Depois disso, Jairo tentou se matar com um tiro na cabeça.

Durante a instrução, foi ouvida a vítima Patrícia, inquiridas 13 testemunhas e interrogado o réu. Em juízo, Jairo afirmou que atirou no Padre Pegoraro, em razão deste sempre estar com ar debochado, além das mensagens de celular trocadas entre as vítimas. Informou que começou a desconfiar de que Patricia e o religioso tinham um caso em janeiro, quando aconteceu uma janta na casa do casal, acreditando que eles se encontravam semanalmente. Asseverou, ainda, não saber o motivo pelo qual efetuou os disparos em Patrícia e que estava nervoso, fora de si no momento.

*Leandro Vesoloski – Rádio Uirapuru.

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